fbpx

Posts arquivados em Tag: Transformações

08 jun, 2020

Em que momento do despertar estou? Fase 5 – Puxar pessoas

Crianças puxando corda
Se preferir, ouça o artigo

Chegamos a mais uma fase da timeline do despertar, gostei desse nome! Foram diversos momentos até chegarmos aqui, lendo parece que foi rápido, e melhor, fácil. Nenhuma parte dessas transições foram leves ou superficiais, todas foram muito sentidas, vivenciadas e liberadas para partir. Pode acreditar quando digo que não foi fácil deixar algumas pessoas irem, até mesmo a Josi de antes, nos apegamos muito facilmente às coisas habituais e até para nos livrarmos de coisas densas pesamos se vale a pena, por tão acostumados àquilo que estamos. Falo por mim aqui que muitas vezes é difícil entender nossas formas de agir e pensar, seres humanos são bichos estranhos, e tentar entendê-los demanda energia, por isso escolha bem onde irá investir a sua. Uma piadinha ácida aqui, mas para quebrar o gelo e entrarmos na próxima fase, a do puxar pessoas.

Parece uma fase um pouco estranha, não é? Mas vou explicar um pouco melhor para você me acompanhar. É normal se encantar com o que vem com o autoconhecimento, o entender o quanto a força do seu pensamento é poderosa, a liberdade que se conhecer intimamente proporciona, a alegria e seu estado de espírito que você percebe de vez que se encontram em suas mãos sem mais depositá-los ou buscá-los externamente. Essa fase ainda me acompanha, em muitos momentos me pego encantada com diversas situações que acontecem comigo. Já mencionei sobre o abrir os olhos (link) e que uma vez que eles foram desembaçados tudo pareceu ser mais luminoso, brilhante e simples, a meu ver. Você reparou as últimas palavras? “A meu ver”, isso não significa que as pessoas ao meu redor passaram a ver as coisas como eu, porém você quer compartilhar isso, que as pessoas experienciem toda essa transformação também, é como seu prato predileto ou filme que você deseja que as pessoas experimentem e sintam toda aquela energia, emoção que aquilo desperta em você. A questão aqui é que nem todos estarão prontos para acompanhar você nessa fase de encantamento e transformação, mas você não se atém a esse pequeno detalhe, você quer puxar todos que ama para esse barco.

A vontade que existe é que todos pudessem ver através dos seus olhos e sentissem toda essa mudança, e por um bom tempo quis isso também, até entender que o caminho de cada um é absolutamente único e que insistir para que as pessoas façam o que você fez é o ego – a Cláudia (link) – falando. Você pode me ver aqui escrevendo sobre coisas que fiz, passos que dei, ferramentas usadas e que acredito serem de grande valia, mas não me pegará insistindo para que faça algo, a escolha final sempre cabe àquele que deseja a mudança, a decisão sempre é sua, caminhamos lado a lado para que possamos nos ajudar, porém a quem está disposto a ajudar a si. Forçar alguém ou puxá-la para acompanhar você é egoísmo e soberba, uma porque você querer companhia de pessoas que na verdade naquele momento podem não estar prontas para essa caminhada ao seu lado e soberba por acreditar que você deve fazer o movimento por ela, pois sozinha ela não conseguiria.

É uma linha muito tênue, eu sei, pois aprendi na experiência e posso lhe garantir que levei um tempo até entender isso e pessoas ficaram durante o caminho, mas percebi que é natural durante o trajeto os cenários e os personagens irem mudando e cabe a nós irmos nos adaptando a eles, sem dor, sem apego ou sofrimento. Eu adoro ajudar, conversar sobre assuntos de vida, sobre se autoconhecer, se respeitar, gosto de mostrar outras perspectivas, porém, hoje não faço mais pelas pessoas e não é egoísmo, muito pelo contrário, mas sim por acreditar na capacidade de cada um, e que na ocasião em que ela estiver pronta as informações farão sentido em sua cabeça, e aí é o momento de ela fazer o movimento principal, o seu próprio. Pegar as pessoas pela mão e fazer por elas não é ser prestativo, é massagear o ego para se sentir importante. É necessário permitir-lhes viver suas experiências, e nesse aspecto eu agradeço por ter caminhado por um período sozinha. Esses primeiros passos foram essenciais para que eu sentisse o solo que estava pisando, montasse minha base, sem ninguém fazendo por mim ou me puxando, então, cada passo foi dado por vontade, curiosidade e desejo próprios. Desejo a você o mesmo, mas, caso precise, adoro conversar.

29 Maio, 2020

Em que momento do despertar estou? Fase 4 – Isolamento

Mulher caminhando pela floresta - isolamento
Se preferir, ouça o artigo

Vamos continuar então nossa caminhada pelo despertar. Já visitamos três fases até aqui (início da jornada, sincronicidade, abrir os olhos), sigamos. Juntamente com a fase de abrir os olhos aconteceu a de isolamento, lembrando mais uma vez que estamos montando aqui minha timeline mas isso não se configura com as fases do despertar obrigatórias, com cada um acontece de forma individual e não existe certo ou errado. O isolamento teve um grande peso no meu processo, foi ali que me reencontrei e me descobri em muitos sentidos, foi profundo, mas ficar com a gente mesmo pode ser às vezes extremamente incômodo. Não tenho vergonha de admitir que andei por terrenos bem arenosos, que fazia questão de esconder até de mim mesma, enquanto fazia essa limpeza. Fazendo uma analogia aqui, era como se fosse só para limpar meu quarto e quando percebi a casa inteira estava sendo revirada. Você puxa uma coisa e essa está colada em outra que vem junto e vem outra e assim por diante, quando percebe está tão envolvido naquilo tudo que não sobra tempo e espaço para mais ninguém. Você se reconhece nessa fase?

Vinha de um período de não querer sair de casa por tristeza, mencionei a você que sou intensa, vivo cada período com todo meu corpo e meu coração, seja ele feliz ou triste, preciso me aprofundar, sentir por inteiro para que aquela emoção possa fluir, seguir e não mais me atingir. Mas, continuando, o momento de tristeza se transformou naturalmente em um período de solitude, que é uma introspecção visando a conexão, desfrutando de sua companhia, sentindo-se vivo, no fluxo da vida, empolgado e com seu coração feliz. O que é bem diferente de solidão, onde você se sente infeliz, solitário e sem muito ânimo para a vida. Por isso entendo a preocupação das pessoas de fora, que não estão vivendo aquela transformação, pois acreditam se tratar de solidão ou até mesmo algo mais profundo como a depressão. Aproveito para ressaltar que, se você se sente muito triste e sozinho neste momento, busque ajuda, pois você é importante e não merece de forma alguma experienciar isso, sua existência é fundamental.

É bem verdade que se autoconhecer demanda tempo e, se você está comprometido, de verdade, demanda muito mais. Nem preciso ser mais clara para dizer que fui para dentro de mim sem nem olhar para trás. O que acontece aqui é que o despertar vem sem aviso prévio, derrubando o que vê pela frente para dar vazão a tudo de que você tinha se escondido. Isto é, se ele não dá nem tempo para você, que está submerso no processo, se preparar para todas as transformações que virão, imagina as pessoas próximas? Muitas vezes é difícil de entender e muito mais de acompanhar as mudanças daquela pessoa que jurávamos conhecer. Foi o que aconteceu comigo, junto com o isolamento veio o afastamento de algumas pessoas, na verdade não diria afastamento e sim uma reestruturação natural do círculo das pessoas mais próximas, pois você está diferente. Sempre fui aquela amiga presente, disponível, solícita, mas que passou a se ocupar com ela mesma a ponto de não sobrar mais tempo para outras pessoas, e isso nem sempre é bem visto ou interpretado. Qualquer justificativa aqui se faz desnecessária, não há nada de errado em você ser sua prioridade, e lembre: “Nunca se explique. Seus amigos não precisam, e seus inimigos não vão acreditar” (Autor desconhecido).

Vão achar você egoísta? Sendo sincera, podem, e vão, pensar outras várias coisas da sua pessoa, e aí, o que pensam e falam é mais importante do que vivenciar plenamente seu processo? Perdemos tempo com a inútil preocupação sobre a opinião que vem de fora. Acolha o seu momento, se respeite e viva isso que é só seu, ninguém pode fazê-lo por você. Se pessoas forem é porque nesse momento a separação se fazia necessária para evolução mútua. Aprendi que o deixar ir é necessário, diria fundamental, além de nos ensinar sobre o desapego, e digo que isso traz paz ao coração. Nada nos pertence, nem coisas e muito menos pessoas, e mantê-las por perto por apego, conveniência ou porque sempre estiveram ali trava a caminhada de ambos os lados. A vida é uma dança, às vezes você está dançando em grupo, outras, sozinho, outras mudando de turma, e não há nada de errado com isso. Quanto mais resistentes ficamos perante as situações, mais doloridas elas se tornam, por isso deixe fluir. Permita de coração que as situações e as pessoas vão, outras cheguem, e aprenda com todas. O deixar ir é um exercício ótimo em vários aspectos da nossa vida, experimente. O isolamento se tornou solitude e me acompanha até hoje, e vou lhe dizer, adoro meus momentos de reflexão, de silenciamento, são esclarecedores, então, se permita curtir sua companhia de vez em quando, faz bem à alma. Passamos por mais uma fase neste artigo, nos vemos no próximo, que será sobre… vai ter que esperar para saber!